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Está em ebulição nas redes sociais e imprensa, e todos nós ficamos indignados ao saber, do custo de R$ 1,75 milhão para compra de comida para o avião de Temer. A prática, também comum quando Dilma era presidente, diz muito sobre a maneira como os políticos enxergam o dinheiro público. Um valor que representa mais do que o pagamento mensal de 9.000 bolsas família é gasto para atender luxos de uma casta privilegiada.
Porém, o desrespeito ao dinheiro do pagador de impostos começa muito antes da presidência. Ele inicia nas câmaras municipais Brasil afora e passa pelos legislativos estadual e federal. Segue nas estatais deficitárias, como a Carris, e passa pelos privilégios de filhas de militares, salários acima do teto, entre outros. Pior de tudo, chega ao ponto de financiar grandes empresas de telecomunicação com mais de R$ 100 bilhões de dinheiro público. Já imaginou quanto Häagen-Dazs daria para comprar com isso, Temer?
Em tempos de crise e de apertar os cintos, essa postura representa o quão descolada está a política da realidade dos trabalhadores brasileiros. Enquanto uns abusam, outros precisam se desdobrar com salários parcelados, vale-transporte e vale-refeição que mal pagam as contas do mês.
Trazendo para a minha realidade de vereador em Porto Alegre, existe a chamada Quota Básica Mensal de Gabinete (QBM), que nos permite gastar cerca de R$ 15 mil por mês com serviços gráficos, assinaturas de jornais, uso de veículos, entre outros, e receber indenização pelos gastos. Essas benesses variam e são ainda maiores em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde o Partido NOVO também elegeu vereadores.
Para contrariar essa lógica de gasto elevado e descompromissado de recursos públicos, me comprometi a não utilizar mais de R$ 2 mil mensais com a QBM, e economizar cerca de R$ 13 mil mensalmente para a Câmara Municipal de Porto Alegre. Consequentemente, a economia vai para o município e seus pagadores de impostos, e representará redução de mais de meio milhão de reais ao longo dos meus quatro anos de mandato.
Este dinheiro poderá ter melhor destino e, confesso, preferiria que pudesse ser retornado à população através de redução dos impostos. Afinal de contas, é ela quem precisa do dinheiro para escolher onde gastá-lo, em vez de ser obrigada a financiar cópias coloridas do meu gabinete, ou sorvetes de luxo para Temer ou Dilma.

Häagen-Dazs no imposto dos outros é refresco!

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