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Reflita sobre as frases “mais fácil que roubar doce de criança” e “política é coisa de adulto”. São nelas que penso ao ver uma criança comprar pela primeira vez. Afinal, ela tem aí sua experiência inicial com a política, pagando imposto sobre consumo e financiando partidos políticos através do Fundo Partidário. Quando cresce e arruma emprego – querendo ou não -, sustenta uma máquina pública que pouco entrega e muito retira. Ela será obrigada também a dar o dinheiro do seguro desemprego para o governo administrar, apesar de, assim, render menos do que a inflação. Além disso, pagará o imposto sindical obrigatório para manter uma entidade que diz protegê-la de seu patrão, mesmo que não queira ou não precise. Bom que o Estado é generoso e se preocupa com ela, não? Pois é, dessa forma é que geralmente acontecem as benevolências propostas pelos políticos: forçam você a pagar por algo que não pediu e que, provavelmente, nem irá receber. Pense nas famílias porto alegrenses com poucos recursos, mas que têm de custear o rombo orçamentário da Companhia CARRIS, com quase 100 milhões de prejuízo nos últimos dois anos. Esse valor é duas vezes o orçamento da Secretaria Municipal de Segurança. Duas vezes! Por isso, afirmo: decisões políticas tratam sobretudo de prioridades. Será que um brasileiro humilde iria preferir utilizar a sua renda para comprar feijão ou cobrir o déficit de uma empresa de correios da qual ele é obrigado a ser acionista? Esse é o ponto. Defender o monopólio de uma companhia de correspondências que consegue dar prejuízo (obra quase impossível), não é priorizar o bem-estar da população, mas, sim, a galinha dos ovos de ouro de incompetentes e/ou corruptos. Essa semana, participei do 30º Fórum da Liberdade. O que isso tem a ver com o que eu falava acima? Tudo. Afinal, é através da troca de ideias e de informações que será possível mostrar para a maioria dos brasileiros o que de fato está em jogo quando se defende a liberdade: o doce das crianças e a sua liberdade para escolher comprá-lo ou não.

Felipe Camozzato, administrador de empresas pós-graudado pela Georgetown University e vereador em Porto Alegre pelo Partido Novo

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