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Algo que sempre me pergunto é como alguém bem-intencionado pode deixar de apoiar ações benéficas para Porto Alegre por preconceito com tudo o que vem da iniciativa privada. Seja em relação a concessões e privatizações, seja ainda sobre parcerias público-privadas, há alternativas que podem aumentar a qualidade de vida das pessoas e reduzir o custo da máquina estatal. Um benefício para a cidade nunca pode ficar abaixo de qualquer questão partidária ou ideológica. Exemplo disso é a indicação que o vereador suplente do NOVO, Fabrício Lunardi, fez ao executivo para ajudar na redução do valor da tarifa. Desde o tamanho dos ônibus até o valor final da tarifa, hoje, todo o sistema é regulado pelo estado. Portanto, dentro das limitações existentes (e que não são poucas), Lunardi apresentou uma ideia viável para tornar possível uma redução no preço da tarifa: aumentar o espaço dedicado a publicidades externas e internas nos ônibus. Afinal, quantas propagandas não ficaram famosas por estarem expostas nos ônibus de Londres ou de outras capitais europeias? Sendo assim, por que logo aqui, cidade que vive uma relevante crise financeira, não considerarmos a opção de fazer parcerias com a livre iniciativa para ajudar a cobrir os custos do nosso sistema oligopolizado? Ao meu ver, não há razão para não o fazer. Outro ponto levantado pela proposição é que seja feito um painel dentro dos coletivos com a rota de cada ônibus, assim como acontece em linhas de metrô, como em São Paulo. Para que não haja gasto público, isso deve ser feito através de parceria com a empresa que produzir o serviço, tendo ela direito a determinada área do painel para expor a sua marca. Todos ganham: a empresa que se divulga e liga seu nome a uma ação benéfica para Porto Alegre, a cidade que terá um transporte com mais informações aos cidadãos e o usuário que terá um transporte coletivo mais qualificado. Por fim, reafirmo a necessidade de não deixarmos que ideologias ou preconceitos se sobreponham ao interesse público e ao bem-estar da população. É assim para o transporte, como é assim para outros casos, como o do DMAE. Por que não permitir que se façam parcerias com a livre iniciativa para que 100% da cidade tenha acesso a esgoto? Isso é assunto para um próximo artigo.

Felipe Camozzato, administrador de empresas pós-graudado pela Geogetown University e vereador em Porto Alegre pelo Partido Novo

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