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Durante a campanha me coloquei como um candidato independente, de um partido independente. Hoje, como vereador, mantenho minha posição, votando pelo que acredito que é melhor para a cidade. Ajudei a impedir o aumento de IPTU ao mesmo tempo em que ajudei a aprovar a redução de secretarias da prefeitura.

Destaco esses fatos  para que fique clara a intenção de racionalizar o debate político, pois não acho razoável que uma maioria na Câmara tenha assinado um compromisso de rejeição às proposições da prefeitura sem nem permitir aos demais parlamentares o direito de debaterem, emendarem e votarem, como ocorreu nestes últimos dias e foi amplamente celebrado pelos municipários.

Explico: as pessoas votam no vereador que representa suas ideias, e a ele compete representar essas pessoas apreciando os projetos na Câmara Municipal. Portanto, quando um sindicato impõe que todos os projetos dos quais discordam sejam retirados da pauta para que uma greve tenha fim, não temos uma democracia saudável e funcional – pois os eleitores dos vereadores que discordam desta posição não ficam representados.

Se democracia é a vontade da maioria, cabe lembrar que temos 30 mil servidores em uma cidade com 1,4 milhões de habitantes. Por que impedir o cidadão comum de debater, modificar e votar os projetos através de seus representantes eleitos? Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, o papel da Câmara é esse!

Seria tanta sandice, como alega o sindicato, debater a existência da licença prêmio, por exemplo, que concede três meses de folga remunerada (além das férias) aos servidores por sua assiduidade? Seria tão absurdo assim debater parcerias público-privadas que permitiriam a universalização do esgoto em Porto Alegre? Aliás, que fique claro: não existe o tal projeto de “privatização” como alega o sindicato.

Precisamos de menos radicalismo e mais racionalismo no debate político da cidade. Façam-se críticas ao prefeito, à greve, às finanças que não vão bem, porém não fechemos as portas ao debate nem radicalizemos as posições, pois isso não ajudará Porto Alegre a viver dias melhores.

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