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É natural que com o surgimento de tecnologias inovadoras os trabalhadores que são submetidos à nova concorrência se sintam ameaçados. No caso dos táxis, eles monopolizaram um mercado por muitos anos e agora buscam a política para impor aos outros as mesmas regras engessadas as quais foram sempre submetidos. Compreensível.

Após a entrada dos aplicativos no mercado de transporte individual, diversos economistas passaram a estudar o fenômeno, assim como de que maneira os reguladores, ou seja, o governo, deveria se comportar. Eu poderia citar a Escola Austríaca de Economia, a ala mais liberal da Ciência Econômica, para dizer que o caminho é abrir o mercado e desregulamentar o táxi.

Provavelmente muitos me acusariam de ser um “ultraliberal” e por puro preconceito não ouviriam os argumentos. Então vou citar o CADE, órgão do governo federal criado para defender a concorrência, muito criticado pela própria Escola Austríaca, por sinal.

O CADE utiliza de ferramentas modernas de análise econômica as quais os economistas costumam chamar de mainstream, ou seja, predominante, quase consensual. E o que eles dizem sobre a concorrência entre táxi e aplicativos? Que os governos, seja em qual esfera, devem desregulamentar o táxi para benefício do consumidor e dos próprios taxistas.

E o que na prática isso significa? Reduzir taxas e tarifas, transformar permissões em autorizações para que a entrada e saída do mercado seja facilitada, não impor restrições a modelos e características de carro, vistorias periódicas, etc. A quem cabe fazer essas escolhas? Ao consumidor. Em um mercado livre e competitivo – como é o mercado de transporte individual – o consumidor deve ser soberano para fazer suas escolhas de acordo com suas necessidades e capacidades.

Não é o caminho que Porto Alegre está tomando. Por aqui, a ideia tem sido colocar mais regras, mais custos e mais exigências aos taxistas, mantendo-os presos às permissões e impedidos de disputar à altura com os aplicativos. É por isso que ratifico: precisamos de mais liberdade para que taxistas trabalhem em paz e sejam capazes de concorrer no mercado!

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