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O intervencionismo da política nas nossas vidas pode ocorrer de formas variadas e atingir nosso cotidiano. Ele ocorre tanto na parte econômica via tributações e regulamentações, quanto socialmente, nos obrigando a tomar atitudes que não desejamos.
Ao analisar todas as limitações que os governos impõem a nossas vidas é possível encontrar os mais variados indicadores que apontam uma piora na situação da população. Vemos, diariamente, jornais e sites citando o crescente desemprego, que arrasa a vida do trabalhador, a alta carga tributária que desincentiva o empreendedor e que se traduz em um número cada vez maior de estabelecimentos fechando. Além da enorme quantidade de burocracia que temos que nos submeter para exercer qualquer atividade.
Ao me deparar com esses indicadores sociais, certa vez perguntei ao brilhante Pedro Burelli, empresário venezuelano, qual seria o principal índice para diagnosticar a situação social de um país. Ele foi categórico em sua resposta: o melhor indicador é verificar as migrações, as pessoas sempre irão morar onde for melhor para elas.
Porto Alegre é reconhecida nacionalmente por formar profissionais de excelência, entretanto há anos vem perdendo a capacidade de reter seus talentos. Profissionais promissores buscam melhores ambientes de negócios em São Paulo ou no Centro-Oeste. Além disso, muitos encontram seu caminho fora do país, jamais retornando.
Enquanto tivermos políticas que desestimulam a permanência dos jovens que querem agir por um mundo melhor, estaremos fadados ao fracasso. O futuro de uma cidade sem sonhadores, sem agentes de mudança é o aprisionamento ao passado.
Precisamos construir uma cidade que tenha condições de mudança, que acolha pessoas com o pensamento a frente do seu tempo e que conectem Porto Alegre ao mundo cada vez mais globalizado e repleto de inovação. A nossa cidade está se distanciando de tudo que há de melhor. Precisamos retomar o contato com o mundo, retomar o contato com o futuro, nos reconectar com os cidadãos que querem desbravar oportunidades na capital dos gaúchos. Precisamos de uma Porto Alegre livre.

Felipe Camozzato, administrador de empresas pós-graduado pela Georgetown University e vereador em Porto Alegre pelo Partido Novo

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